Eclesiastes
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Eclesiastes é tradicionalmente atribuído ao Rei Salomão, que se refere a si mesmo como “o Pregador”. Um refrão fundamental ao longo deste livro é “Vaidade das vaidades”, traduzindo a palavra hebraica “hebel”, que significa literalmente “vapor” ou “sopro”. Isso captura a natureza transitória e evasiva da vida terrena — nossos prazeres, riqueza e realizações muitas vezes escapam por entre nossos dedos. Em sua busca por significado “debaixo do sol”, o Pregador descobre que toda busca, separada da reverência a Deus, eventualmente produz decepção. A ênfase repetida em “hebel” ao longo de Eclesiastes serve como um lembrete constante de que os esforços humanos, além do eterno, são como correr atrás do vento — fugazes e, em última análise, insatisfatórios.
No entanto, em meio a essa reflexão séria, o Pregador conclui com uma mensagem de esperança e sabedoria prática. Em vez de se acomodar no desespero, ele chama os leitores a temer a Deus e guardar Seus mandamentos, o que restaura o propósito de nossas experiências diárias. Até mesmo as menores bênçãos — uma refeição, um relacionamento, o prazer do trabalho — podem se tornar sagradas quando reconhecidas como presentes das mãos de Deus. Dessa forma, o livro de Eclesiastes não nos deixa no vale de buscas sem sentido; ele nos aponta para cima, lembrando-nos de que o que parece "vaidade" é apenas vaidade quando Deus é deixado de fora do quadro. Ao ancorar nossas vidas nele, nossos dias — por mais breves que sejam — são infundidos com significado eterno.
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